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CHUMA



Numa manhã qualquer, se é que existe uma manhã qualquer, o Kleber Galvêas me aparece com um papo de que eu tinha que conhecer os desenhos do Schumaker, nosso Chuma e os computadores antigos (tk80, etc..) que seu pai colecionava.

E lá, ainda decifrando o forte sotaque alemão do pai, me aparece dona Nena (Marilena Soneguetti), minha xará, com uma pilha de desenhos.

Tomei um susto e rapidamente disponibilizamos uma série aqui no CapixabaOn. Em seguida o Kleber fez uma bela mostra dos desenhos na sua galeria, com vernissage e tudo e música que não podia faltar.

Depois mostrei os desenhos para a capitoa Tereza Norma, que também se apaixonou e propôs que ele se inscrevesse no Salão do Mar. Como não sou muito chegado a essa coisa de salões e parece que já prevendo o que sempre acontece não me interessei muito, mas dei força. Não deu outra. Na comissão de seleção tinha uns babacas com títulos referentes a este universo também quase sempre babaca chamado artes plásticas que recusaram os desenhos.

Acho que o Chuma nem soube disto, mais preocupado em filar um cigarrinho, ver o show do Mukeka e derivados, e ficar olhando esquisito pra minha querida Jana.

Num domingo qualquer. Domingo qualquer existe. A dona Nena me ligou preocupada pois o Chuma tinha sumida há uma semana, dizendo que ia ver um rock em Colatina. Pediu pra eu colocar um aviso ou coisa parecida no CapixabaOn para ajudar nas buscas. Acabei de colocar no ar, e ela volta a ligar dizendo ser desnecessário. O brother tava morto. Morto.

Ficam os desenhos e muito mais e o poema que o Bob de Paula, fez ainda no verão, entre um gole de vinho e outro no Espera Maré, aqui na Barra do Jucu, quando o brother ainda estava vivinho curtindo suas tatuagens.

E falo alto, que do assunto eu entendo: O Chuma era o mais original e criativo desenhista em atividade na nossa bela província.

Nenna