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Entrevista
DEMÉTRIUS VAZEOS um dos criadores da TropicalNet, primeiro provedor privado do Espírito Santo. - Nos nossos batepapos como amigos e tudo o mais, uma hora a gente falou "já que não aparece ninguém... vamos fazer isso aqui em Vitória". Leia também o depoimento de Roberto Cordeiro, da equipe que realizou as primeiras conexões no ES. |
Tropical Net, aventura pioneira no provimento de acesso depoimento e foto registrados por Nenna, para o projeto "História da Internet no ES" On - Como e quando a internet entrou em sua vida? Demétrius Vazeos - A internet surgiu na minha vida em maio de 95 quando eu fiz uma viagem aos Estados Unidos. Desde a época que morei lá, eu tinha uma assinatura Compuserve que era a maior BBS nos Estados Unidos e eles começaram a oferecer um serviço híbrido entre BBS e internet, acesso a web, coisa que eu já tinha lido nos últimos meses antes dessa viagem. Quando eu cheguei lá ainda tinha a assinatura e fiz uma conexão na BBS, entrei no portal da internet e comecei a dar uma navegada, a primeira navegada no que era a web na época. Nos Estados Unidos era algo avançado, que eles já tinham a web disponível há alguns anos. Eu nunca tinha visto nada desse nível porque a BBS nem se comparava com o que é a web. Aquilo já era maravilhoso. Hoje, o que eu vi em maio de 95, já é completamente arcaico com a evolução que a internet teve nos últimos cinco anos. E assim voltei pro Brasil, muito entusiasmado com isso, empolgado com a expectativa de acessar a web aqui no Brasil, procurei ver como poderia fazer isso. Na época descobri que o único provedor que existia era a Embratel, que o foi o primeiro provedor a oferecer acesso discado ao público. Depois houve uma determinação que a Embratel não poderia fazer essa prestação de serviço de acesso discado e sim só dedicado, mas pelo fato de ainda não haverem provedores privados prestando este serviço, eles prestavam e eu consegui emprestado uma conta de um amigo e fazia a conexão através de um número no Rio de Janeiro, isso em junho mais ou menos de 95. Ficava discando pra lá e chamava os amigos daqui, mostrava e as pessoas ficavam muito impressionadas com o que estavam vendo. Entre essas pessoas estavam o Angelos Natsoulis e o Alexandre Matarangas. Nos nossos bate papos como amigos e tudo o mais, uma hora a gente falou "já que não aparece ninguém... vamos fazer isso aqui em Vitória". Procurei ver se alguém da área de BBS que existia na época... a Ufes, eu vim saber mais tarde, tinha uma conexão através de um link de baixa velocidade, mas realmente eu nunca fiz um acesso através da Ufes, era uma coisa mais restrita ao pessoal internamente e eu não tinha acesso. Mas não existia um provedor privado em Vitória. Procurei as empresas que existiam aqui, que eu achava que iria ocorrer como havia ocorrido nos Estados Unidos originalmente, a transição natural seria das BBS se transformarem em provedores de acesso à internet, coisa que mais ou menos ocorreu mas não foi pra frente. Mas não tinha ninguém falando em abrir um provedor aqui no estado, a gente fazia interurbano para conectar no Rio de Janeiro. Às vezes não conseguia conectar no Rio, e quando juntava alguns amigos na frente do computador, chegamos a fazer ligações internacionais até para conectar nos EUA, ficávamos uns 10, 15 minutos olhando, depois a gente rachava a conta. Mais ou menos final de junho início de julho é que a gente, já tendo procurado saber (no Espírito Santo e no Brasil) o que estava acontecendo na área de Internet em nível de provedor, foi que pensamos: porque não entrar nessa área também? Havia oportunidade, não havia ninguém ainda e não havia expectativa, pelo que a gente estava vendo, de ter alguma coisa imediata. Nós começamos a procurar saber, em primeiro lugar, quais seriam os custos, o que envolveria montar um provedor, como se monta, como funciona, a tecnologia por trás disso, o equipamento necessário e tudo mais, e começamos a procurar. Cada um foi ver na sua área de conhecimento, mas ao mesmo tempo todos três, eu, Alexandre e o Angelos, olhando a área técnica, a parte comercial da coisa, a parte financeira e tudo mais. Fizemos umas duas viagens a São Paulo, visitando fornecedores de equipamento, visitando uma feira - que eu não lembro qual foi - aonde nós vimos, o que na época foi passado para gente como sendo, o primeiro provedor privado no Brasil, que era a Nutecnet. Fizemos inclusive uma assinatura com eles. Fomos ao Rio de Janeiro conversar com uma empresa de consultoria na área de integração de redes para ver o que eles sabiam sobre montagem de provedor de Internet. Notamos que no Brasil, obviamente pelo fato de não haver ainda a cultura de Internet, não haviam pessoas qualificadas para dar informações precisas a nível técnico, cursos e tudo mais, então eu e o Alexandre fizemos uma viagem curta ao EUA também, onde visitamos uns provedores em Nova York e alguns fornecedores de equipamentos para tomarmos conhecimento do que estava sendo feito lá fora, como eles faziam, como era a integração das redes e tudo mais. Pegamos a idéia da coisa, voltamos ao Brasil e aí começamos a fazer um contato com a Embratel , para ver como conseguiríamos um canal dedicado para um provedor, para começarmos então a considerar a abertura da operação. Fizemos um contato aqui na Embratel em Vitória. Na época, também para Embratel aqui em Vitória, por ser uma coisa que não existia o serviço, não que não existia, é que ainda não era oferecido normalmente, eles começaram a fazer contatos com as matrizes, com o Rio de Janeiro e Brasília, etc, para saber como poderiam fazer para prestar o serviço de um link dedicado na Internet de 64k e esse processo demorou algum tempo, também porque era uma coisa nova para eles. Enquanto isso, nós levantamos então os custos de equipamentos, montagem ,etc. Vimos que era viável para gente, dentro dos nosso recursos, fazer este investimento e abrir um provedor, e aí começamos a correr atrás para viabilizar isto o mais rápido possível. Até então ainda não havíamos escutado nada sobre outros provedores aparecendo na área. Nós não éramos pessoas da área de informática especificamente, a única pessoa que tinha contato nessa área era o Alexandre que trabalhava, na época, no Cpd da CST. Mas participamos de uma reunião que foi organizada por um quorum estadual que não me lembro bem especificamente qual na época, que foi feito na Faesa em São Pedro. Uma reunião sobre Internet no ES, onde pela primeira vez nós tivemos contato com o Cadu da Vixnet/BBS e o com Pedro Feu Rosa da Interlink, ele tinha uma BBS na época que mexia com equipamentos Machintosh. E aí soubemos da intenção deles, como BBS, de entrar nessa parte de provimento também. Mas, nós participamos desse encontro sem mencionarmos a nossa intenção, apenas escutamos para ver o que todos tinham a falar. Não mencionamos nada, continuamos correndo atrás e conseguimos fazer a compra dos equipamentos, a montagem de tudo. Mais ou menos no final de setembro de 95 e em outubro desse mesmo ano a Embratel ligou o nosso link de 64k, quando começamos a fazer os testes finais com alguns amigos, que foram os nossos "ratos de laboratório", digamos, testando o sistema para gente, onde estava falhando, o que precisava melhorar. Preparamos tudo e entramos na feira de informática que ocorria todo ano no Shopping Vitória promovida pela Sucesu, mas nós não estando na área de informática nem sabíamos ainda da existência dela, soubemos através de um contato com o pessoal da Proad. Uma questão de 10 dias antes da realização da feira que estaria ocorrendo no final de outubro, procuramos saber se ainda existia stand disponível, e não existia, mas a Proad tinha pego um stand muito grande, onde eles iriam trabalhar com alguns parceiros. Aí nós subdividimos, pegamos uma parte do stand, entramos com eles lá, e aparecemos de surpresa na feira. Já em parceria com a Proad, com o Tuffi, pessoa fantástica que nos ajudou muito no início e tudo mais. Nós tivemos muita sorte, todas as pessoas com quem a gente realmente lidou desde o início a nível de Embratel, empresa de consultoria do Rio, ISM, aqui na época a Telest, o pessoal da área comercial da Telest nos auxiliaram muito. Então nós realmente tivemos desde o início, e durante a época de Tropical Net, um apoio muito forte de pessoas boas dessa área. Na feira de informática lançamos oficialmente a Tropical Net, que começou, se não me engano, no dia 24 de outubro de 95, nós éramos os únicos e sabíamos disso, que tínhamos um link de Internet no Espírito Santo para o provedor privado isso através da Embratel, porque a UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) na época estava interligada através do link da Vale do Rio Doce. Nós éramos os primeiros a ter um link com a Embratel e para nossa surpresa na feira apareceu a Vix Net BBS na nossa frente, exatamente em frente ao stand da Proad, também "vendendo Internet", só que eles ainda não tinham o link próprio, não tinham conexão e estavam se preparando para entrar no ar com Internet dentro de algumas semanas e estavam fazendo uma conexão através de algum provedor fora do estado. E aí várias pessoas começaram a passar no stand da Proad, onde existia o banner da Tropical Net perguntando do que se tratava, e as pessoas ficaram extremamente surpresas ao ver que já existia uma empresa em Vitória, provedor de Internet privado, que oferecia acesso de casa imediato, porque a Vix Net estava vendendo por antecipação e que eles teriam o link dentro de algumas semanas e estavam fazendo assinaturas para oferecer o serviço daqui a algumas semanas. E a gente falava para as pessoas: "você compra aqui o serviço e já vai para casa, instala o software de acesso e você já está conectado a Internet". E como as pessoas ainda não sabiam o que era, faziam aquelas perguntas: é interurbano? Se eu entrar num site na Itália como é, eu pago uma ligação? E começou então a divulgação da cultura Internet, fazer com que as pessoas entendessem do que se tratava exatamente. Entramos no ar com a Embratel com esse primeiro link aqui no ES, pela informação que tivemos também, nós éramos o quinto provedor privativo a surgir no país na época. Voltando um pouco atrás até da questão da Tropical Net que eu falei, este foi um nome que no final nós fizemos uma escolha de vários nomes para colocar na empresa e esse nome foi sugerido pelo Angelous, e a gente ficava repetindo os nomes entre nós mesmos para ver o que soava melhor. Passamos por vários, mas no final Tropical Net ganhou tendo Net para identificar a Internet e o Tropical para dar idéia de uma coisa realmente nossa, brasileira. A nossa expectativa ao entrar nessa feira era que até dezembro de 95, nós tivéssemos aproximadamente uns 50 a 100 usuários. Nós havíamos começado com 15 linhas, onde nós fomos preparados para atender até uns 300 usuários, que a gente imaginava conseguir até abril, maio de 96. Era a nossa expectativa. Para nossa grande surpresa, nós saímos da feira que durou 4, 5 dias com mais de 250 assinaturas feitas. Entre elas, Jorge Luiz Sagrillo, que também nos auxiliou muito. Nós tivemos bons contatos com ele no início. Ele nos cedeu algumas fotos originais de autoria dele, para que a gente usasse na home page da Tropical, nós usamos algumas fotos que existiam também num livro lançado pela Xerox aqui no estado, que mostrava o ES em fotos, tinham umas fotos maravilhosas que a gente botou na nossa página de entrada, na nossa home page. A empresa éramos nós três e mais umas duas pessoas que nós havíamos contratado para um atender telefone e outro para ajudar no suporte. E acabamos com isso então, nós mesmos tendo que dar o suporte a esse grande número inicial de usuários que a gente teve, que nos surpreendeu. E nas primeiras semanas nós trabalhávamos nas casas dos assinantes que estavam comprando o serviço, muitas vezes até 1, 2, 3 horas da manhã fazendo instalação do software dando uma pequena aula de como navegar na web, de como enviar e receber e-mail, coisas do tipo. Realmente um serviço, na época, bem personalizado, que foi a tônica do serviço que a Tropical Net também sempre prestou. A Tribuna entrou no ar um pouco antes da Gazeta. Eles não estavam na Tropical. Se me lembro bem, eles estavam hospedados no Sebrae, que estava começando a se envolver, a oferecer o serviço de Internet também. Realmente houve um Sebrae que de uma certa maneira, hoje até, apesar de fazer parte da história da Internet no ES, está um pouco esquecido pelo fato de que a passagem deles ou estadia deles na área de Internet foi muito curta. O Sebrae demonstrou interesse logo no final do ano de 95, de entrar na Internet, coisa que foi contestada por muitos de nós e outros provedores que estavam abrindo. É que não havia sentido uma empresa como o Sebrae entrar e competir com empresas pequenas como a nossa, frágeis, em estágio inicial de formação, de competirem com recursos muito acima do que tínhamos. Inclusive nossa entrada, na época, na Internet em questão de vendas, só não foi maior porque muitas empresas que tinham interesse de ter acesso a Internet, assinaram uma lista de pretendentes a usar o serviço do Sebrae num futuro próximo. O Sebrae realmente entrou no ar em algum momento, isso no início de 96, e até onde eu lembro, o serviço deles deve ter durado talvez 1 ano, 1 ano e pouco no máximo, quando finalmente a troca de diretoria do Sebrae chegou a conclusão de que aquele não era o objetivo do Sebrae e acabaram então deixando de prestar este serviço de acesso discado ao público em geral como eles estavam fazendo no início. Foi aí então que a Tribuna, pelo que me lembro, ficou no ar por alguns meses trabalhando com seu site hospedado dentro da página do Sebrae. Era um projeto bem simples, na época, a nível Tribuna. Não era muito avançado, desenvolvido, que aparentemente não vingou e eles eventualmente acabaram saindo fora do ar. Mas, antes disso, houve antes mesmo do contato da Gazeta com a gente, contatos por parte da Tribuna, consultando sobre a possibilidade de desenvolver um jornal melhor, enfim até se hospedar na Tropical na época. No final do primeiro trimestre do ano de 96, nós tivemos um contato por parte da Gazeta, Antônio Mendes Camilo, que era superintendente de informática da Gazeta, com quem a gente já tinha tido contato na feira de informática, pelo fato dele ser presidente da Sucesu, na época, e ser um dos organizadores da feira. Então ele pediu que nós nos reuníssemos com eles para discutir a idéia do lançamento do Gazeta On Line. O Gazeta On Line partiu de algumas reuniões que a Tropical Net teve, com a Gazeta, quando se começou a discutir formatos, etc. Sentamos, conversamos, demos algumas dicas para eles. Eles precisavam de alguém para desenvolver o jornal, coisa que realmente na época nós não tínhamos grande experiência na parte de projetos de desenvolvimento para sites. Nós também estávamos iniciando. Fazíamos sites institucionais sim, de porte pequeno, coisas que estavam mais ao nosso alcance, enquanto estávamos formando uma equipe, que ainda não existiam profissionais no mercado com conhecimento da linguagem que era o html. Então a gente estava, aos poucos, angariando pessoas que iam aparecendo no mercado com esses conhecimentos. Na época então, nós recomendamos o professor Carlos Alberto Ceotto que eventualmente veio a se tornar também sócio da Tropical Net, por ser um dos primeiros no estado a ter um bom conhecimento de html, para ajudá-los no desenvolvimento de um esboço do que seria o site do jornal. Ele fez realmente junto a Gazeta, e em cima deste projeto a Gazeta fez um contato com uma empresa web, se eu não me engano, de Minas Gerais, que veio a terminar o serviço reformulando parte da navegação do site e mexendo no visual, que era aparentemente a especialidade deles também. A Gazeta negociou com a Tropical, a hospedagem do Gazeta On Line dentro dos servidores da Tropical Net, onde eles ficaram por um período de aproximadamente 1 ano, pelo que me lembro. Nós fazíamos toda parte de atualização da Gazeta, fazíamos todo desenvolvimento do jornal diário para Internet do conteúdo. Passavam para gente, a gente fazia a preparação e colocava no ar. Eventualmente esse processo foi se automatizando, nós também em nossos servidores abrimos amplamente, colocamos um servidor exclusivo a disposição da Gazeta e aí eles passaram, por FTP, a fazer a própria atualização, e se tornou uma coisa meio automatizada. A Gazeta entrou no ar em maio, junho de 96.Em algum momento, em torno de agosto de 96, pelo que me lembro, a Gazeta começou a fazer alguns contatos bem informais, a princípio cogitando a possibilidade de uma compra de parte da Tropical, talvez de toda, ou de um auxílio da Tropical, de uma consultoria para ajudá-los a entrarem com acesso na parte de provimento de acesso realmente, e isso foi realmente uma coisa informal, porque a Gazeta ainda não havia, na época, definido qual seria a estratégia, pelo que eu entendo, da empresa para com a Internet futura. Porque era uma coisa nova, e era uma empresa de mídia líder no mercado, eles ainda precisavam considerar o que fazer com a Internet, mas ainda não sabiam exatamente, estavam explorando para sentir quais eram as possibilidades. Conversamos algumas vezes, chegamos até a fazer reuniões formais com o Café, um dos diretores da Gazeta, na época, hoje o diretor geral executivo "chefão" da Gazeta, e começamos a discutir como poderíamos trabalhar, se existia a possibilidade de entrada da Gazeta como sócia, valores, o quê que um poderia agregar ao outro como empresa, etc. e essas conversas duraram mais ou menos uns 2, 3 meses. Nesse meio tempo também tivemos um contato por parte da Escelsa, que demonstrou interesse em também entrar nisso, foi com o Calvi da Escelsa, também superintendente, gerente, ou algo assim, da área de informática , nessa área de Internet, de provimento. Fizeram contato com a gente, nós fomos na reunião na Escelsa, abrimos alguns números para eles, como funcionava, discutimos várias coisas. E com eles também discutimos umas 2 ou 3 vezes, num período de uns 2 meses, a possibilidade de uma associação, a formação de uma nova empresa ou algo do tipo, ou até mesmo a venda de 100% da Tropical para eles. Eventualmente nenhuma dessas duas negociações, nem com a Gazeta nem com a Escelsa progrediu, principalmente pelo fato de que ambas essas empresas, achavam que tinham capacidade, na época, de ter um projeto de provedor por si próprios, sem a necessidade de se juntar a uma outra empresa, e foi o que ambas fizeram. A Gazeta, na realidade, comprou uma empresa de nome Manchester Informática que era a franqueada da Nutecnet no estado, a qual, por informações ou rumores que existiam no mercado na época, a gente soube que eles não estavam indo muito bem, e porque realmente a Tropical tinha entrado pesado no mercado, com uma infra-estrutura muito boa, uma credibilidade, já tinha um nome forte formado boca a boca, exatamente por causa dos usuários que a gente tinha, os clientes que vários deles haviam se tornado amigos e aos quais a gente prestava um serviço muito pessoal. Então isso ajudou para que nós disparássemos realmente na frente da concorrência. Existiam uns 10, 12 provedores, alguns muito pequenos realmente e a Manchester até onde a gente soube, não estava indo muito bem, não tinha um número grande de assinantes... |