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depoimento
Gustavo Tenório Gustavo Tenório da equipe inicial do Gazeta On Line. Leia também outros depoimentos sobre a História da Internet no ES. |
A Gazeta: estagiário derruba diretor de redação Depoimento registrado por Gilberto Medeiros, em maio de 2006 e incluído no projeto "História da Internet no ES" Quando você começou no Gazeta On Line? Comecei em junho de 1997 e fiquei até setembro de 2001. Por uma questão de corte financeiro o Gazeta On Line diminuiu o tamanho e um dos cortados fui eu. Depois voltei pra Gazeta, pra TV. Você começou como estagiário? Comecei como estagiário e fazia atualização de Economia e Esporte. Fazia qual período? Eu estava todo desperiodizado na faculdade, mas algumas (disciplinas) no quinto. O resto eu levei com a barriga... Como era a produção do Gazeta On Line? No começo, cada um ficava responsável por dois conteúdos. Economia era uma das primeiras que fechava e Esporte era a última. A gente atualizava tudo. O mais complicado era o Caderno Dois, por que cada página era uma formatação HTML que a gente tinha de montar. Depois virei repórter com a gente fazendo atualização. Só que não peguei muito essa parte, porque, quando o Gazeta On Line migrou de mero “ocupador de espaço” na internet com notícias do jornal A Gazeta para a busca de conteúdo exclusivo e atualização instantânea eu estava saindo. No princípio o Gazeta On Line era só ligado ao jornal. Era a transposição do conteúdo de A Gazeta para a internet. Era a transposição pra internet. Era só ligado ao jornal. Trabalhei na montagem das páginas com esse conteúdo. Depois o Fernando (Künsch), a Cínthia (Zanoteli) e o Xocolate começaram a ousar e querer fazer algo diferente, que não fosse ligado. Foi aí que começou a se aproximar da rádio. Como era a rotina? Chegava que horas, saia que horas? Chegava seis horas e não tinha hora pra sair. Pior coisa que tinha pra gente era quando o dia em que o Fernando queria mudar a cara do jornal – o que acontecia mais ou menos de seis em seis meses. No princípio era a Cinthia e depois o Xocolate assumiu mais essa função. Por mais testes que se fizesse – a gente passava quinze dias fazendo testes – fazendo uma versão ‘pocket’ com o novo conteúdo além de atualizar o jornal, ainda assim no dia dava algum pepino e o jornal não entrava no ar. Renato entrou bem antes de você, não é? Não. Engraçado como essas coisas são. Eu treinei o Renato no Gazeta On Line. Ele e o Xocolate. Na seleção eram quatro convidados, passaram o Renato e o Xocolate, com perfil mais técnico, de montagem de sites, e o Renato com o perfil mais jornalístico. O Renato deu um salto lá dentro... Eu, o Renato e o Roberto Teixeira, que hoje está no Governo (do Estado), trabalhando na Cesan, tínhamos a mesma função: operador de sistema B. Deu problema por falta de grana e o Fernando teve de escolher um dos três e acabou ficando com o Renato. Fernando sempre incentivou a gente, e, como tem a idade mais próxima da nossa, não fazia aquele perfil de editor mais rígido. Conta aquele episódio quando você derrubou o Ariovaldo Bonas... Essa do Bonas foi o maior mico da minha vida... foi aniversário do Roberto Teixeira. Ele chegava sempre às sete da noite, era uma espécie de revisor de conteúdo. Fernando comprou um bolo de sorvete pra gente cantar parabéns e escondeu o bolo debaixo da mesa, sobre as pernas. Faltando cinco minutos pro Roberto chegar, fui ao banheiro correndo e voltei correndo. Quando estava voltando correndo, o Ariovaldo Bonas, que era diretor de redação, era um cara tipo Jô Soares, mas só que um pouquinho mais gordo, extremamente mal-humorado, não brincava com ninguém, mas resolveu brincar comigo... Ele botou a perna na frente e fingiu que ia chutar meu pé e eu não vi, chutei o pé dele tropeçando e continuei correndo e parei ao lado do Fernando. Enquanto eu parava do lado do Fernando, o Bonas tinha rodado em volta dele mesmo e caído no chão. E eu, que não tinha visto ainda, falei: - pô Fernando! Bati em um negócio duro agora! – Fernando tava de boca aberta olhando pra direção do Bonas, que estava terminando de cair no chão e se levantando. Mas quando o pessoal da redação ouvia um barulho de alguém caindo, vaiava logo, sem olhar... quando viraram pra vaiar, úúúú.... (gulp!) engoliram as vaias... (risos). Bonas levantou, arrumou a camisa e foi até o banheiro. E eu fiquei caramba! Eu tô ferrado! Derrubei o diretor de redação, eu sou estagiário, tô despedido... enquanto isso, o Roberto Teixeira entra na redação, cruza por Bonas, que entrava na sala dele. Roberto entra e a gente canta parabéns, mas só que em vez de ganhar um parabéns, Roberto levou a maior vaia da história da Gazeta... cinco minutos daquela vaia presa, que era pro Bonas... imprimir | contato: taru@taru.art.br | fechar |